Mostrando postagens com marcador Florbela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Florbela. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de novembro de 2011

Não vivo sozinha porque gosto....



Nunca fui como todos

Nunca tive muitos amigos

Nunca fui favorita

Nunca fui o que meus pais queriam

Nunca tive alguém que amasse

Mas tive somente a mim

A minha absoluta verdade

Meu verdadeiro pensamento

O meu conforto nas horas de sofrimento

não vivo sozinha porque gosto

e sim porque aprendi a ser só...

sábado, 24 de setembro de 2011

Florbela Espanca




Nunca fui como todos


Nunca tive muitos amigos

Nunca fui favorita

Nunca fui o que meus pais queriam

Nunca tive alguém que amasse

Mas tive somente a mim

A minha absoluta verdade

Meu verdadeiro pensamento

O meu conforto nas horas de sofrimento

não vivo sozinha porque gosto

e sim porque aprendi a ser só...


Florbela Espanca

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Angústia - Florbela Espanca



Angústia Tortura do pensar! Triste lamento!

Quem nos dera calar a tua voz!

Quem nos dera cá dentro, muito a sós,

Estrangular a hidra num momento!


E não se quer pensar! ... e o pensamento

Sempre a morder-nos bem, dentro de nós ...

Querer apagar no céu – ó sonho atroz! –

O brilho duma estrela, com o vento! ...


E não se apaga, não ... nada se apaga!

Vem sempre rastejando como a vaga ...

Vem sempre perguntando:


“O que te resta? ...”

Ah! não ser mais que o vago, o infinito!

Ser pedaço de gelo, ser granito,

Ser rugido de tigre na floresta!


Florbela Espanca

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Florbela Espanca




Sem remédio



Aqueles que me têm muito amor


Não sabem o que sinto e o que sou...


Não sabem que passou, um dia,a Dor


À minha porta e, nesse dia, entrou.



E é desde então que eu sinto este pavor,


Este frio que anda em mim, e que gelou


O que de bom me deu Nosso Senhor!


Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!






Sinto os passos de Dor, essa cadência


Que é já tortura infinda, que é demência!


Que é já vontade doida de gritar!






E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,


A mesma angústia funda, sem remédio,


Andando atrás de mim, sem me largar!







Postado por Cristina Schmidt